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30/06/2017

Estádio do Galo quer fugir ao modelo Copa

Meta é popularizar a MRV Arena e atingir média de público de 35 mil pessoas

Um estádio com 47 mil lugares, sendo 70% deles destinados a setores mais populares. Essa é a grande ambição da diretoria alvinegra com a construção da Arena, casa que o Atlético espera inaugurar já em 2020 graças à união de esforços entre grandes empresários e seus próprios torcedores. Uma fonte do Superesportes/Estado de Minas teve acesso ao projeto completo e detalhou informações que serão levadas à aprovação do Conselho Deliberativo em breve.

O modelo de estádio popular vislumbrado pelo Atlético é baseado na entrega de serviços à altura dos preços dos ingressos. Quem puder pagar mais caro terá uma “experiência” diferenciada, com oportunidade de circular em áreas exclusivas e mordomias no pacote. Mas o foco será permitir ao 'povão' pagar menos para ver o que interessa: o time. Isso será viável, segundo o projeto, com estruturas mais simples, como setores sem cadeiras. Moderno e ecologicamente correto, o estádio do Galo também terá seu lado ‘raiz’.
Com esse diferencial, a meta é atingir média de público de 35 mil pessoas e transformar o estádio num caldeirão temido pelos adversários. A distância do campo para as primeiras cadeiras será de apenas seis metros, a menor entre as novas arenas do país.

Para baratear custos, a ideia original de ter no estádio um shopping e um centro de convenções foi, inicialmente, abortada. Vários dos serviços prestados no entorno serão móveis, como os já conhecidos food trucks. Desses parceiros, o clube exigirá preços mais baixos para competir com o comércio clandestino que tira receitas dos clubes nas arenas.

Um dos atrativos será a localização, no Bairro Califórnia, na região Noroeste de Belo Horizonte. A área de 100 mil m2 fica próxima ao Anel Rodoviário, à BR-040, à Via Expressa e será ligada ao metrô por uma via com 1km de extensão. O projeto cita a intenção de reconduzir aos jogos o torcedor de Contagem, Betim e demais cidades da Região Metropolitana. O estacionamento previsto de 2.700 vagas poderá atingir 4 mil carros com a compra, futura, de um terreno vizinho. Essa etapa da obra está em análise.

Aliados

O Atlético conseguirá erguer sua casa própria sem investir recursos próprios. O custo total está orçado em R$ 450 milhões e será bancado, principalmente, pela MRV Engenharia, pelo Banco BMG e pela venda de cinco mil cadeiras cativas. Cada uma custará R$ 25 mil, com parcelamento em quatro anos. A receita com essa comercialização chegará a R$ 125 milhões.

A construtora dirigida pelo atleticano Rubens Menin comprou o terreno por R$ 60 milhões e vai adquirir os naming rights por R$ 40 milhões. A casa do Galo, a ser construída em 28 meses, entre 2018 e 2020, nascerá com o nome MRV Arena. A empresa ainda usará o seu know-how  na execução da obra e em negociações com fornecedores. Por conta disso, o custo por assento será o menor entre todos os estádios recém-construídos no país: R$ 10 mil.

O Banco BMG, do ex-presidente Ricardo Guimarães, será outro grande aliado no empreendimento. O clube trabalha mais parcerias para chegar ao valor total da obra.

De acordo com a proposta que será apresentada ao Conselho Deliberativo, o estádio terá preço final fechado, sem gastos extras que possam prejudicar a vida financeira do clube. Um fundo será criado especificamente para cuidar dos recursos da construção. Dessa forma, nem mesmo o presidente poderá transferir verbas para o futebol, por exemplo.

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