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17/08/2018

Trabalhadores aprendem a ler e escrever em sala improvisada no canteiro de obras

Grupo de funcionários de São Carlos (SP) é alfabetizado por meio de um projeto oferecido pela construtora em que trabalham.

Em meio a uma vida difícil, o pedreiro de São Carlos (SP) Laercio Pereira nunca aprendeu a ler ou escrever o nome, já que trabalha desde criança e não teve a oportunidade de frequentar a escola. Mas, aos 62 anos, essa realidade está prestes a mudar.

Pereira e outros funcionários estão sendo alfabetizados por meio de um projeto oferecido pela construtora em que trabalham. O objetivo da empresa é elevar o aprendizado do grupo. Para isso, improvisou uma sala de aula dentro do canteiro de obras.

"Em muitos serviços eu fui humilhado por não saber nada, mas agora vou me dedicar muito. Aprender a ler e escrever é um privilégio e só depende de mim", contou o pedreiro.


Analfabetismo

Mesmo dois anos depois do prazo, o Brasil ainda não conseguiu atingir a meta de redução do analfabetismo fixada para 2015, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2017, divulgados em maio deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a meta 9 do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, em 2015 o Brasil deveria ter até 6,5% da população com 15 anos ou mais sem saber ler ou escrever um bilhete simples. Porém, naquele ano, essa taxa foi de 7,7%.

Em 2016, ela baixou para 7,2% e, no ano passado, segundo os dados recém-divulgados, ela caiu menos, para 7%, e ainda segue acima da meta. O percentual indica que há 11,5 milhões de analfabetos no país. O PNE prevê que o Brasil erradique o analfabetismo até 2024.


Aprendizado

Uma lousa, cadeiras, várias letras diferentes e palavras do cotidiano dos construtores. É dessa forma que a pedagoga Mariana Bianchi ensina ao grupo de trabalhadores da construtora a importância da alfabetização.

"É uma sensação muito boa. Não só para mim que estou ensinando, mas também para eles que não tiveram essa oportunidade quando mais novos. É uma questão de cidadania, eles ficam com a autoestima mais elevada, se sentem importantes", contou a professora.

Esse carinho e afeição também é sentido entre os alunos, que se preparam para um novo olhar da vida enquanto aprendem sobre português e matemática.

"Temos uma ótima professora, ela passa firmeza para a gente de que vai dar tudo certo. Meu objetivo é aprender o que não tive lá atrás porque não tinha condições de estudar, o negócio era só trabalhar. Vou me dedicar muito", disse o pedreiro Persival José Lopes, de 55 anos.


Aulas

As aulas fazem parte do Programa de Alfabetização Intensiva (PAI) e são ministradas das 15h30 às 17h, de segunda a quarta-feira. A alfabetização é feita durante um ano e ainda há oportunidade de cursos iniciais para os trabalhadores.

"Cada obra que a gente inicia, pensamos na viabilidade de fazer esse projeto e desta vez deu certo. Os funcionários não têm horas fora do trabalho, eles ganham o salário normal e têm essa oportunidade de se alfabetizar", explicou o engenheiro civil Reinaldo Davi Cantori.

No fim do projeto, intitulado Escola Nota 10, os alunos participam de uma solenidade e recebem o diploma de elevação de alfabetização.


Realização

Cada vez mais realizado, o trabalhador Aparecido Araújo da Silva, apelidado pelos amigos como 'bigode', traduz todos os sentimentos da turma em uma simples palavra: gratidão.

"Quando eu era criança, nunca imaginei que um dia ia saber ler e escrever, porque quando tinha 10 anos já trabalhava para ajudar em casa. Minha família não tinha condições e ninguém daqui teve essa chance. Mas agora tudo vai mudar, nós vamos aprender e se dedicar", desabafou o pedreiro de 44 anos.

Fonte: G1

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