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26/07/2021

Empresas abertas estão mais perto de indicadores ESG

gráfico sobre sustentabilidade na bolsa

Há sete anos, a plataforma Climas foi criada pela Waycarbon para organizar e gerir informações quantitativas e qualitativas “a um clique de distância”.

Bittencourt explica que há dificuldade das empresas em sistematizar as informações. “Muitas têm fábricas ou escritórios em cidades e até países diferentes, utilizam idiomas e culturas diferentes, tudo isso dificulta a organização e gerenciamento de dados.”

No centro da empresa está a mensuração de emissões de gases do efeito estufa (GEE). O sistema controla, em média, 44 milhões de toneladas de CO2 por ano. Na plataforma, cada companhia consegue unir todas as informações em uma tela. São mapeados índices de emissão de carbono, tipo de energia utilizada, quantidade de resíduos produzidos e os valores que foram reciclados, entre outros números relativos aos pilares ambientais, sociais e de governança.

Atendendo cerca de 200 empresas na Waycarbon e 14 setores da economia, o CEO destaca que só na equipe da plataforma Climas o número de colaboradores foi duplicado para atender novos clientes.

Ainda há quem diga que alguns setores podem estar mais diretamente ligados às práticas de sustentabilidade. Entretanto, a influência atinge todas as áreas, de empresas que desenvolvem energias renováveis às do mercado financeiro.

Para a Minerva Foods, empresa de alimentos responsável por cerca de 20% de toda a carne exportada na América do Sul, conhecer os indicadores.

ESG é uma prioridade que já está na agenda há bastante tempo, como comenta Taciano Custódio, diretor de sustentabilidade da empresa.

“O mercado internacional é muito exigente, não só na qualidade dos produtos, mas no impacto que as empresas estão tendo no mundo”, aponta. Segundo ele, desde 2005 a empresa já deu os primeiros passos com o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo e, em 2009, com o Compromisso Público da Pecuária, que afirma o compromisso com o desmatamento zero e com a rastreabilidade da produção.

A MRV, construtora que integra o ISE desde 2017, usa mais de cinco mil parâmetros de ESG por meio de software da Waycarbon. “Entrar no ISE nos colocou em uma elite de empresas de capital aberto do Brasil. Além de prestar conta e atrair investidores, foi o momento onde a sustentabilidade passou a fazer parte, oficialmente, da cultura da empresa”, aponta José Luiz da Fonseca, gestor executivo de Sustentabilidade da empresa.

A MRV conseguiu reduzir a geração de resíduos para um quinto do que era produzido em 2010. Há uma clara vantagem, segundo Fonseca: “A redução de desperdício nos possibilita usar recursos para investir em outras áreas da empresa”.


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