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23/09/2014

Construtoras buscam soluções verdes para os novos projetos

O pensamento sustentável vem tomando conta do mercado imobiliário. Empreendimentos da área com políticas sustentáveis mostram que, inclusive, há uma economia do setor ao apostar em obras de construção voltadas para uma política de proteção ambiental. Investimentos como o próximo lançamento BA51 Condomínio Logístico e Industrial de Camaçari, no dia 25 de setembro, e os condomínios construídos pela MRV Engenharia são exemplos de sustentabilidade.

Ambas as empresas são a prova dessa economia que pode ser conseguida com a construção sustentável. Promovendo ações dentro da companhia voltadas para sustentabilidade, a MRV Engenharia contabiliza todo progresso de reflorestamento e economia de água, disponibilizando esses dados para os usuários em seu site na internet. Sua trajetória na construção de grandes empreendimentos com ações sustentáveis começou em 2011, quando a construtora resolveu inovar usando em suas obras a laje içada.

“A laje içada nada mais é que um molde de metal, onde o concreto é colocado. Depois, esse molde de concreto é elevado até a estrutura do prédio”, conta osé Luiz Fonseca, gestor-executivo de segurança do trabalho da MRV Engenharia. Esse tipo de estruturação não exige o uso de madeira, como a laje pré-moldada, de uso mais comum em construções. Dessa forma, a construtora contribui com uma das questões da sustentabilidade, que fala da preservação da massa verde, e ganha tempo de produção. “Sem a geração de resíduos da madeira, que devem ser descarta- dos pela empresa em lugares adequados, você economiza o investimento que seria usado no transporte desse material”, conta Fonseca.

O processo beneficia os dois lados, tanto do empresário quanto do meio ambiente. A redução do uso da madeira, no caso da MRV Engenharia, é aliada ao reflorestamento em áreas protegidas. Desde 2011, a empresa já plantou 392.298 mudas de árvores e cumpriu 70% da meta de reflorestamento planejado para este ano. OBA51 Condomínio Logístico e Industrial de Camaçari, que agora faz parte do polo comercial do município, também foi construído respeitando os conceitos de sustentabilidade, prezando ainda pela eficiência energética. A Etoile Desenvolvimento Imobiliário, construtora do centro em parceria com a prefeitura municipal de Camaçari, também desenvolveu programas de educação ambiental para as comunidades carentes do município. Serão desenvolvidas palestras e workshops sobre a temática, além da doação de quatro mil mudas.

Parcerias
A MRV Engenharia declarou que 2014 seria um ano voltado para a sustentabilidade na empresa e também buscou parcerias com as prefeituras, procurando alternativas para despejo de resíduos e realizando projetos voltados à educação ambiental.

“Em alguns casos, a prefeitura faz uma parceria com a construtora para que a empresa plante uma quantidade de mudas pré estabelecida pelo contrato”, explica Fonseca. Essa compensação ambiental é obrigatória quando há desmatamento de área verde no terreno em que será construído o empreendimento. “Tudo isso é planejado antes”, diz Fonseca.

“Uma construção sustentável nasce no projeto”, confirma Maria Lívia Costa, coordenadora do curso de engenharia civil da Unijorge e mestre em gerenciamento ambiental e tecnologias limpas. Porém a construção sustentável não se restringe às novas edificações, englobando reformas, adaptações e mudanças no espaço.

“Uma obra sustentável possui características comuns, ligadas à redução do consumo de energia, buscando uma melhor eficiência energética”, afirma Maria Lívia. Aproveitando a água já usada e utilizando a luz natural a seu favor, a economia no custo total da construção de um condomínio pode chegar à 30%. Além disso, o valor economizado na energia pode chegar a 40% e na água, a 50%.

Em casos como o da MRV Engenharia, que, além dessas ações, também diminuiu o uso de madeira utilizando a laje içada, a economia chegou a R$288 mil, que antes seriam usados no transporte dos resíduos.

“No primeiro momento, não parecia que geraria economia, no entanto, os cortes no transporte de descartes causou uma diminuição dos gastos significativa”, conta Fonseca. Esses detalhes na construção, incluindo a laje içada, devem ser pensados a partir da necessidade do prédio a ser construído. “Tudo depende do cliente.

De acordo com o desejo dele, instalamos certos itens, como as descargas ecológicas e de duplo acionamento”.

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