25/03/2011

MRV cresce 80% e segue otimista

Receita líquida da companhia somou R$ 3 bilhões, um aumento de 83,4% em relação a 2009

SÃO PAULO - A MRV, incorporadora mineira que atua na baixa renda e principal contratante do programa Minha Casa, Minha Vida, fechou 2010 com lucro líquido de R$ 634 milhões, 82,7% acima do ano anterior. A receita líquida da companhia somou R$ 3 bilhões, um aumento de 83,4%. "Somos a única empresa do setor que cresceu nessa proporção sem aquisição", diz o presidente Rubens Menin, em clara referência à concorrente PDG.

A empresa passou de segunda maior, atrás da Cyrela , para terceira depois da aquisição da Agre pela PDG Realty. Em valor de mercado, porém, pela primeira vez este ano passou a Cyrela. Ontem fechou valendo R$ 6,8 bilhões, na segunda posição do setor.

A MRV, que tinha prometido margem Ebitda entre 25% e 29% - e manteve a projeção para este ano - fechou com margem de 26,3%. A margem líquida fechou em 21%, praticamente estável. Por enquanto, é a maior margem entre as grandes do setor. A exceção é a Eztec, com margem líquida de 40%, mas de menor tamanho.

"O mercado sempre colocou em dúvida o Minha Casa, Minha Vida e nós somos a prova de que funciona", diz Menin, uma espécie de "embaixador" do programa do governo. No ano passado, a MRV assinou 12% de todas as contratações do plano habitacional com a Caixa Econômica Federal. "Não há gargalos, as novas assinaturas e os desembolsos aconteceram", afirma. A eficiência dos repasses dos clientes para a Caixa sempre foram vistos por analistas como possível entrave do programa do governo.

Em vários sentidos, o empresário é uma voz dissonante no setor. Desde que começaram as notícias de falta de mão de obra, sempre defendeu que este não tratava-se de um problema. "Eu tinha 12 mil homens nos canteiros em janeiro de 2010 para 26 mil obras em construção, hoje já são 25 mil trabalhadores", afirma Menin, ressaltando que investe no treinamento intensivo de mão de obra.

Outra preocupação dos investidores em relação à baixa renda está na inflação. No ano passado, o INCC subiu 7,77% e o IPCA 5,91%. Nos últimos 12 meses terminados em fevereiro, o índice do setor acumula alta de 7,44% para inflação de 6,01%. "O INCC sobe pressionado pelo aumento de salários, mas é bom, é o enriquecimento da classe C", diz. O fundador da MRV não vê pressão de custos nos insumos.

Embora o programa habitacional do governo seja a principal bandeira da MRV, a companhia reduziu sua exposição ao Minha Casa, Minha Vida no fim de 2010. A participação do programa nas vendas, que tinha sido de 84% no terceiro trimestre, caiu para 72%. No ano, ficou em 74%.

O cenário mudou depois que o governo alterou o preço máximo dos imóveis. O aumento do teto do programa de R$ 130 mil para R$ 170 mil era uma reivindicação antiga do setor porque os custos subiram, mas na ponta o preço dos imóveis continuava fixo. Apesar da alta, não houve um aumento proporcional da renda do comprador, o que significa dizer que o benefício foi limitado em São Paulo, Rio Brasília e cidades com mais de 1 milhão de habitantes. Já nas cidades entre 50 mil e 250 mil habitantes e de 250 mil a 1 milhão de habitantes (onde os preços subiram de R$ 100 para 130 mil) houve um ganho real. "O preço aumentou onde queríamos que aumentasse, nas pequenas e médias cidades", diz. A companhia opera hoje em 92 cidades. "Estamos aumentando nossa presença em cidades menores, não vou brigar pelos mercados de São Paulo, Brasília e Rio", diz.

A empresa mineira pretende vender este ano de R$ 4,3 bilhões a R$ 4,7 bilhões. Se for cumprido, o ponto médio da previsão, R$ 4,5 bilhões, representa um crescimento de 20% sobre as vendas de 2010, que somaram R$ 3,75 bilhões.

 

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